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Notícias

  07/04/2017   

Insatisfação do fazendário é grande; categoria discute paralisação


Indignada com o descompromisso do governador Camilo Santana, que ainda não encaminhou o projeto de regulamentação do teto remuneratório, prometido por ele até o final do 1º trimestre de 2017, e com a quebra de acordo do secretário Mauro Filho em relação à pauta específica, a categoria fazendária já sinaliza que está disposta a paralisar. Esse foi o sentimento repassado pelos delegados e lideranças na reunião do Conselho Sindical, ocorrida na manhã desta sexta-feira (7/4), na sede da Fundação Sintaf.

Os diretores ressaltaram que a cobrança para o encaminhamento do projeto do teto remuneratório foi feita através de vários meios: líder do Governo, parlamentares aliados, reuniões com a chefia de Gabinete, dentre outras ações. “O Governo pediu mais tempo, em virtude do reajuste dos servidores. Entendemos que essa fase de negociação já foi concluída. Agora, falta o Governo cumprir sua parte”, destacou o diretor Oliveira.

Com a regulamentação do teto remuneratório, o objetivo dos fazendários é garantir a segurança jurídica de sua remuneração, já que parte dela está sendo questionada. “Queremos regulamentar o que estamos ganhando. A maioria dos Estados já resolveu esse problema do teto. Não estamos discutindo remuneração, mas a questão legal”, reforçou o diretor Lúcio Maia.

No encontro, vários delegados sindicais relataram a insatisfação de suas bases com o entrave do processo. Grande parte das unidades já demonstra disposição de paralisar. “Se nós não pararmos, corremos o risco de perder metade do nosso salário”, afirmou uma das lideranças.


CONDIÇÕES DE TRABALHO

Os delegados sindicais também apontaram a necessidade de incluir na pauta da Assembleia Geral questões relativas às demandas reprimidas e condições de trabalho na Sefaz. Os fazendários não aceitam a quebra de acordo do secretário Mauro Filho em relação ao pagamento das diferenças de 13º salário e férias, que inclusive foi suspenso. Dentre as pendências, também estão a gratificação de interiorização, o pagamento das autuações no âmbito da Cefit, a gratificação para pós-graduação cursada no exterior e a liberação de dirigentes para a Fundação Sintaf. São questões já negociadas que encontraram entrave na burocracia da Sefaz e da Seplag. A carência de pessoal nas unidades, a necessidade de concurso público, as péssimas instalações em alguns postos fiscais e o abandono nas unidades causado pelo corte no custeio da segurança são pontos que também não foram solucionados pela Administração Fazendária.

TODOS À ASSEMBLEIA GERAL

As estratégias de luta debatidas no Conselho Sindical serão levadas para a Assembleia Geral Extraordinária convocada para o próximo dia 17 de abril, segunda-feira após a Semana Santa, a partir das 8h30, no auditório da Sefaz III. Na pauta, regulamentação do teto remuneratório, incorporação do piso do PDF, Lei Orgânica da Administração Fazendária, demandas reprimidas e condições de trabalho na Sefaz.

 

FALA, FAZENDÁRIO!

“Esse é o momento de paralisar. Nós já demos muitas oportunidades ao Governo e nossos pleitos vêm sendo postergados. Como sempre, para sermos atendidos, é preciso parar. Então vamos dar início a esse processo e temos a confiança de que se a categoria abraçar essa ideia e se posicionar de maneira forte, vamos conseguir o nosso objetivo. Vamos conclamar toda a categoria, especialmente os aposentados, que podem ser os maiores prejudicados” - Rita Franco, aposentada

“Está na hora de o fazendário parar. A greve é o último recurso dos trabalhadores e a categoria já cansou de esperar. Já ligamos, fizemos ofícios, reuniões, chegamos ao limite. Para forçar o encaminhamento dos nossos pleitos, é necessária uma greve” - Antonio Miranda, diretor do Sintaf lotado no P.F. Aracati
 

Marcadores: Conselho Sindical paralisação
Fonte: Sintaf Ceará
Última atualização: 07/04/2017 às 15:56:24
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Comentários

Enviado por Manoel Gutemberg Júnior em 11/04/2017 às 16:10:55
Se não pararmos agora, seremos feito de desprezíveis diante de uma administração que só reconhece a linguagem da luta extrema. Pena que nossa classe é muito estratificada e desunida com dois seguimentos sindicais em rota de colisão!
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