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Notícias

  06/12/2017   

Previdência: Após adoção de modelo privado, que encontra defensores no governo brasileiro, 91% dos chilenos aposentados recebem no máximo R$ 726,00

 
Em diversos países, a Seguridade Social é vítima de todos os tipos de ataques, acusada principalmente de ser deficitária. Os ataques têm um claro interesse: beneficiar os grupos de previdência privada. No Chile, por exemplo, o sistema previdenciário privado foi implantado em 1981, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Após 36 anos da adoção do novo sistema, 91% dos chilenos aposentados recebem no máximo 235 dólares (726 reais).
 
Em agosto passado, após um escândalo que expôs as injustiças desse mecanismo, centenas de milhares de pessoas foram às ruas no Chile para exigir que as autoridades se comprometam a substituir o atual sistema previdenciário. A principal crítica é que, no momento de se aposentar, o dinheiro que os trabalhadores recebem é muito reduzido, insuficiente para cobrir o custo de vida, diante da oferta deficitária de serviços básicos como saúde e educação. 
 
Segundo relatório da comissão Bravo, que estudou o sistema de pensões do Chile, quando se comparam o salário recebido por uma pessoa nos últimos 10 anos com o dinheiro de sua aposentadoria, este chega a apenas 45% daquele, isso se houver um aporte por parte do Estado. Se não houver nenhum aporte complementar, como ocorre na maioria dos casos, a taxa chega a apenas 34%. A comissão Bravo é liderada por David Bravo, economista da Universidade Católica do Chile, nomeado pela presidente Michelle Bachelet para chefiar uma comissão de reforma das pensões.
 
“Se os trabalhadores não forem às ruas, corremos o risco de adotarem algo semelhante no Brasil”, alerta o diretor de Organização do Sintaf, Lúcio Maia. “Por essa razão, conclamamos todos a lutarem contra a aprovação da reforma da previdência. Não aceitamos emendas. Essa reforma deve ser barrada por inteiro”, afirma.
 
Saiba mais
 
A comissão Bravo expôs outro dado alarmante: embora os criadores do sistema tenham previsto que em 2020 as pessoas se aposentariam com 100% de seus vencimentos na ativa, metade daqueles que contribuíram entre 25 e 33 anos receberá pensões equivalentes a 21%. Isto representa apenas dois terços do salário mínimo do Chile – atualmente em 264.000 pesos chilenos, o que equivale a R$ 1.305,15. No caso das mulheres, em que os problemas são agravados pela fragilidade do mercado de trabalho feminino, 94% das aposentadas ganham menos ainda, segundo dados da Fundação Sol, uma organização dedicada a questões de trabalho, sindicalismo e educação. 
 
Embora os salários no Chile sejam muito baixos, as administradoras dos fundos de pensão recebem muito dinheiro todos os meses. Dois quintos do montante arrecadado é pago em contribuições; os outros três quintos são usados em investimentos em grandes grupos econômicos, nacionais e estrangeiros. 
 
 
 
 
Marcadores: reforma da previdência Chile
Fonte: Sintaf Ceará
Última atualização: 07/12/2017 às 10:51:13
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