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Notícias

  08/11/2017   

Reflexões e homenagens marcam abertura solene do VIII Conefaz



A abertura do Congresso contou com a participação de convidados ilustres e foi encerrada com a entrega da Comenda Cajado de Cedro
 
O VIII Congresso Estadual dos Fazendários do Ceará (Conefaz) foi aberto, de modo solene, na noite do dia 30 de outubro, na Fábrica de Negócios, em Fortaleza. O balé Edisca foi o primeiro a se apresentar, emocionando os presentes com o espetáculo “Religare”. Em seguida, a Orquestra Filarmônica do Ceará executou os hinos do Ceará e do Brasil, ao que foi seguida pela saudação dos representantes das entidades fazendárias. A análise da atual conjuntura política e econômica ficou a cargo do jornalista Luís Nassif, primeiro palestrante do Congresso. A solenidade foi encerrada com a entrega da comenda Cajado de Cedro, cujos agraciados foram José Nagibe Pontes e Carlos Eduardo Marino.
 
 
Mesa de abertura
 
“O Congresso traz temas fundamentais à discussão, de interesse dos agentes do Fisco, a exemplo das reformas trabalhista, tributária e da previdência. Conhecer esses temas de modo mais profundo é importante para tentarmos reverter os prejuízos aos trabalhadores e à sociedade como um todo”, afirmou o diretor de Organização do Sintaf, Lúcio Maia, em sua saudação inicial. “O Fisco tem a responsabilidade de arrecadar os recursos necessários às políticas públicas, a exemplo da educação e da saúde. O equilíbrio financeiro do nosso Estado só é possível graças à eficiência dos fazendários”, destacou.
 
O presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Charles Alcântara, ressaltou que vivemos um tempo de obstrução do regime democrático no Brasil, “com o governo entregue à lógica do mercado, fazendo pouco caso da sociedade brasileira”. “O desafio do Fisco brasileiro, mais do que buscar saídas para si mesmo, é responder: o que podemos fazer pela sociedade brasileira, que está abandonada à própria sorte? Precisamos questionar a desigualdade, a concentração de renda, a farra das renúncias fiscais”, declarou. 
 
Em meio ao cenário de crise, o presidente da Caixa de Assistência dos Servidores Fazendários Estaduais (Cafaz Saúde), Marcus Augusto Ferreira, deu uma boa notícia: a Cafaz recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio IDSS, referente ao Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). “Conforme os critérios da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), a Cafaz recebeu nota máxima e continua sendo reconhecida como o melhor plano de saúde do Ceará”, comemorou, destacando que a gestão busca medidas para o fortalecimento da Caixa de Assistência.
 
Alexandre Cialdini, diretor geral da Fundação Sintaf, também compartilhou boas notícias: a seleção de mais oito fazendários para o curso de doutorado em Administração Pública da Universidade de Lisboa, através de termo de cooperação técnica inédito no Brasil, celebrado com a Fundação Sintaf. Ele elogiou, ainda, a realização do I Concurso de Artigos Científicos do Sintaf, que integrou a programação do Congresso, estimulando a pesquisa entre estudantes e fazendários. 
 
Em sua saudação, a vice-presidente da Associação dos Aposentados Fazendários Estaduais do Ceará (AAFEC), Maria do Carmo Serra Azul, desejou sucesso ao Congresso, em nome da Diretoria da Associação. 
 
O secretário de Finanças do Município de Fortaleza, Jurandir Gurgel, parabenizou o Conefaz pelos temas levantados e sublinhou que o atual momento de crise não é propício às reformas pautadas pelo governo, mas, sim, à reforma política. “É através da política que iremos mudar esse país”, disse. Segundo ele, antes de fazer uma reforma tributária o Brasil deve refletir sobre o que quer. “O sistema tributário deve combater a pobreza e as desigualdades”, frisou.
 
Em sua fala, o vereador Guilherme Sampaio elogiou a qualificação dos debates do Congresso e afirmou estar convencido que o atual momento exige o protagonismo do movimento sindical. Ele manifestou, ainda, seu apoio à Lei Orgânica da Administração Fazendária (LOAF).
 
Presente à mesa de abertura, o senador José Pimentel destacou o momento oportuno da realização do Conefaz. “Estamos discutindo, no Congresso Nacional, a reforma tributária, cujos termos prejudicam alguns estados e beneficiam outros. Precisamos da contribuição de vocês”, enfatizou, destacando o difícil caminho a ser trilhado na “maior crise política do Brasil”.
 
O secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, salientou o rigor fiscal e a eficiência com que a Secretaria da Fazenda trata as finanças públicas, o que resultou no atual equilíbrio financeiro. “Hoje o Ceará reduziu em 10% os incentivos fiscais e proibiu o Refis por cinco anos. A reforma tributária está pautada, mas não avança. Está na hora de discutirmos a tributação sobre propriedades e grandes fortunas, assim como os lucros e dividendos”, defendeu.
 
 
Análise da conjuntura
 
Para o jornalista Luís Nassif, “o primeiro passo é entendermos o que aconteceu para refletirmos para onde queremos ir”. Um dos mais conceituados jornalistas de Economia do País, diretor superintendente da Agência Dinheiro Vivo, Nassif analisou a atual conjuntura política e econômica do Brasil. Para ele, o país tem fetiches por reformas. “Há 25 anos se discute a reforma tributária”, recordou. Soma-se a isto a demonização do Estado, como se o mercado resolvesse tudo. “Passam a ideia de que a corrupção foi inventada no Brasil. Punem as empresas, ao invés das pessoas, com ameaças de privatização. A mídia estimula o ódio e derruba a autoestima nacional. Além disso, a ‘lição de casa’ é cortar políticas sociais”, criticou. 
 
Nassif enfatizou que nos primeiros seis meses de seu “governo”, Temer se preocupou em aprovar um conjunto de medidas que não seriam aceitas em períodos “normais”, encaminhando, em regime de urgência, a Emenda do teto dos gastos, a reforma trabalhista e a reforma da previdência – as duas primeiras já aprovadas. “Afirmam que sem a reforma da previdência o país acaba amanhã, o que é uma grande mentira. São necessários ajustes, mas não da magnitude proposta. Já o teto fiscal é inviável em um ano e terá que ser reavaliado”, afirmou.
 
Para o jornalista, a reconstrução do País passa pelas eleições de 2018. “Temos que definir pontos centrais, e um deles é a reforma tributária. Há muito a ser revisto, a exemplo das perdas de receita com o benefício dos juros sobre capital próprio”, apontou.
 
 
Cajado de Cedro é expressão de gratidão e reconhecimento
 
Criado em 1995, a comenda Cajado de Cedro é a principal honraria do Sindicato dos Fazendários do Ceará. Outorgá-la é reconhecer, é promover a justa visibilidade aos servidores que se destacam pela dedicação às lutas da categoria. Ao congratular publicamente, o Sintaf reforça o compromisso com o conjunto dos servidores, ativos e aposentados, destacando-lhe os bons – e inspiradores – exemplos de que a luta sindical vale a pena.
 
Em 2017, no VIII Conefaz, o Sindicato reverencia, por suas condutas éticas e notável dedicação, os senhores José Nagib Pontes e Carlos Eduardo Marinho. Durante a cerimônia de entrega, na abertura do Congresso, os agraciados foram aclamados pelo público presente, em clara demonstração de reconhecimento.
 
Os cajados foram entregues pelo Diretor de Organização Sindical, Lúcio Maia, e pela vice-presidente da AAFEC, Maria do Carmo Serra Azul.
 
QUEM SÃO
 
José Nagib Pontes

Nascido em Itapipoca, no Ceará, em 13 de dezembro de 1933, iniciou suas atividades na Secretaria da Fazenda em 1959, como coletor substituto em Jaguaretama. Desempenhou diversas funções em vários municípios. Somente após 45 anos de dedicação ao serviço público – 41 deles dedicados à Secretaria da Fazenda, “seu” Nagib passa a usufruir da aposentadoria.
 
Sempre foi destacado servidor, com grande consciência sindical, participando ativamente de reuniões, assembleias, mobilizações e greves. É lutador incansável em defesa das causas da categoria fazendária cearense. Em 2015, foi eleito delegado sindical do Sintaf, obtendo o maior número de votos entre os servidores aposentados.
 
“Dedico essa homenagem a todos os meus colegas”
José Nagibe Pontes
 
 
Carlos Eduardo dos Santos Marino

Doutor em Economia, o fazendário Carlos Eduardo Marinho é notório servidor público. Filiado ao Sintaf desde 1990, ano em que ingressou na Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará, é atuante no movimento sindical, dispensando energia e empenho – além de garra e competência – em prol da categoria. 
 
Ao longo dos anos, tem mobilizado empreendimentos nos campos da política, da academia e da pesquisa, com amplas contribuições aos debates que envolvem justiça social, defendendo modelos de superação da miséria no Laboratório de Estudos da Pobreza, vinculado ao curso de pós-graduação em economia da UFC - CAEN. 
 
Na Fundação Sintaf, Marinho atua como pesquisador do Observatório de Finanças Públicas do Ceará (Ofice). É atualmente Secretário de Finanças do Crato, no Cariri cearense.
 
“É um grande prazer receber a mais importante honraria do nosso Sindicato.
O Sintaf nasceu para defender os interesses de todos os fazendários. Vamos fortalecê-lo!”
Carlos Eduardo Marino
 
 

Balé Edisca apresenta trecho do espetáculo "Religare"

Ode à Cultura Nordestina 
 
A abertura do VIII Congresso Estadual dos Fazendários do Ceará, não poderia ter sido mais especial. Congressistas de vários estados, especialistas e estudiosos de renome nacional e internacional, receberam as boas-vindas ao som do forró erudito da Orquestra Filarmônica do Ceará, com belíssima Homenagem ao Mestre Luiz Gonzaga, e da performance impecável do Balé Edisca, com o espetáculo “Religare”.
 
Orquestra Filarmônica do Ceará
 
Confira entrevista com o jornalista Luís Nassif, primeiro palestrante do VIII Conefaz


 
Marcadores: Conefaz VIII Conefaz
Fonte: Sintaf Ceará
Última atualização: 09/11/2017 às 11:18:02
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