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  12/09/2017   

Estudo do Ofice demonstra que Estado perdeu R$ 1,6 bilhão de ICMS na cobrança por carga líquida

“Finanças Públicas do Estado do Ceará e a cobrança do ICMS por substituição tributária equivalente à Carga Líquida” foi o tem do “X Panorama Fiscal”, realizado no último dia 4 de setembro, no auditório da Sefaz. O evento marcou o lançamento do décimo número da Série Panorama Fiscal, publicação bimestral do Observatório de Finanças Públicas do Ceará (Ofice), centro de estudos e pesquisas criado pela Fundação Sintaf. Esta edição do Panorama contou com palestras do secretário da Fazenda, Mauro Filho, sobre os cenários e perspectivas na gestão fiscal, e do pesquisador Júnior do Ofice, Gerson Ribeiro, acerca das finanças do Estado no primeiro quadrimestre deste ano.

Coube ao pesquisador sênior do Ofice e diretor do Sintaf, Lúcio Maia, discorrer sobre a cobrança do ICMS por substituição tributária equivalente à Carga Líquida. O objetivo do trabalho foi verificar o impacto da cobrança do ICMS Carga Líquida estabelecido pela Lei 14.237/2008 teve sobre o montante do ICMS arrecadado aos cofres públicos do Ceará em 2016, com intuito de demonstrar a importância do ICMS para as finanças do Estado.

A partir do estudo apresentado, Lúcio Maia apontou que a carga líquida fiscal está subavaliada em relação à carga líquida contábil. Com isso, o Estado deixou de arrecadar, mantendo o mesmo volume de receitas dos contribuintes analisados, somente em 2016, o montante de R$ 1,6 bilhão.

A metodologia do trabalho consistiu na análise da arrecadação dos maiores contribuintes de ICMS do Estado do Ceará. Deste universo, foi retirada uma amostra de seis contribuintes, sendo três do segmento atacadista e seis do segmento varejista. Ao analisar a receita tributária disponível no relatório de "avaliação do desempenho da arrecadação de 2016", publicado pela Sefaz, o pesquisador verificou que, a partir da amostra, a Sefaz deixou de arrecadar R$ 220 milhões com o setor varejista e R$ 1,4 bilhão com o setor atacadista. No total, a perda de arrecadação atingiu a marca dos R$ 1,6 bilhão em 2016. “Isso mostra que a legislação da cobrança de ICMS por substituição tributária deve ser revista anualmente, para que o Estado não venha a sofrer perdas significativas como esta e deixe de aplicar estes recursos nas atividades fins do Estado, como educação, saúde, segurança, saneamento básico, dentre outras”, alertou Lúcio Maia.

O pesquisador destacou que tardiamente, após nove anos da publicação da Lei nº 14.237/2008, o Estado alterou a legislação, dando nova redação ao inciso I, do parágrafo 4º, do Art. 2º, da lei em análise, através da Lei nº 16.258/2017:

“§ 4º Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a:

 I - incluir na base de cálculo prevista no caput deste artigo margem de valor agregado em função da atividade econômica desenvolvida pelo segmento, podendo, inclusive, ajustar os percentuais de carga tributária líquida constantes do anexo III desta Lei (NR).” (grifo nosso)

“Espera-se que, após esse estudo, a Administração Fazendária faça a revisão anual das margens de valor agregado do ICMS cobrado por carga líquida, conforme determina a legislação recentemente alterada, a fim de otimizar o regime de substituição tributária, principalmente diante do atual quadro de crise econômica e ajuste fiscal”, concluiu.

▪ O estudo sobre a cobrança do ICMS por substituição tributária equivalente à Carga Líquida está disponível no site da série Panorama Fiscal: http://www.fundacaosintaf.org.br/panoramafiscal/

 

Fonte: Sintaf Ceará
Última atualização: 13/09/2017 às 11:02:52
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