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Notícias

  09/06/2017   

Sintaf 30 anos: lutas e conquistas em tempos sombrios

 


Francisco Wilson Ribeiro Morais, presidente do Sintaf na gestão provisória
(1988/1989) e na primeira gestão (1989/1991)
 
Em 1990, segundo ano da gestão de Wilson Morais, o alvo do Sintaf é a inclusão do Plano de Cargos e Carreiras na Reforma Administrativa do Governo. O Secretário da Fazenda à época, Lima Matos, nega-se a atender a pauta, ou seja, “faz ouvidos de mercador às reivindicações dos servidores”, segundo o Jornal do Sintaf (abril/maio 1990). Fazendários também exigem o cumprimento do Estatuto do Servidor Público Estadual no que diz respeito à jornada de trabalho, que estava fixada em 30 horas semanais, e havia sido ampliada para 40 horas por determinação do Secretário.
 
Em agosto de 1990, a edição do Jornal do Sintaf comemora o 1º ano do Sindicato, ressaltando os frutos que brotaram da organização sindical. Além de destacar a filiação de cerca de 1.100 fazendários e as principais atividades realizadas durante o período, o jornal evidencia as primeiras conquistas. A principal delas foi o apoio dos 44 deputados constituintes do Estado em favor de proposta de interesse da categoria, excluindo dispositivo que vedava a participação dos servidores no produto da arrecadação. Os fazendários comemoravam também a gratificação de produtividade, com reposição de perdas, e a derrubada do veto do Governador ao Regime Jurídico Único. O Jornal traz ainda várias críticas ao chamado “Governo das Mudanças”, primeira gestão de Tasso Jereissati.
 
Naquele ano, fazendários da Região do Cariri formavam o primeiro núcleo do Sintaf fora da capital. 
 
A edição de novembro de 1990 anuncia o I Encontro de Fazendários que definiria a linha de atuação da entidade no período seguinte: o ano de 1991.
 
 
Assembléia dos Fazendários, em junho de 1991, decreta Estado de Greve
 

Em 1991, o ano começa com a intensificação da Campanha Salarial. Servidores apresentam uma pauta de reivindicações composta de doze itens ao Governo Estadual. É o período do Governo Collor como presidente do Brasil e de Ciro Gomes como Governador do Estado do Ceará. Segundo a edição de janeiro/fevereiro do Jornal do Sintaf, o quadro não era nada animador.
Em março de 1991, o jornal do Sintaf ganha um chargista: Roberto Menezes. O alvo das charges é o novo governador Ciro Gomes e seu antecessor (e padrinho político, à época), Tasso Jereissati. Nesta edição, o Sintaf criticava ambos pelo “culto à personalidade”, prática proibida pelas constituições, porém largamente utilizada por ambos. Naquele período, o Sintaf entregou ao novo Governador sugestões para o incremento da receita estadual.
 
No mês seguinte, o Sindicato amplia o número de delegados sindicais e abre inscrições de chapas para as eleições que escolheriam a segunda diretoria do Sintaf.  
 
 
Policiais monitoram assembleia convocada pelo Sintaf, em 1991. O objetivo
da Polícia era evitar que os fazendários ocupassem a Sefaz durante a greve 
 

 

Marcadores: Sintaf Ceará 30 anos
Fonte: Sintaf Ceará
Última atualização: 26/06/2017 às 16:50:15
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