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19/05/2017

Fala Fisco - Nº 61 - maio 2017

Fazendários se unem aos trabalhadores de todo o País em protesto contra reformas

Ao todo, 35 milhões de trabalhadores aderiram à greve geral do dia 28 de abril, num crescente levante – após as manifestações de 15 e 31 de março – contra a terceirização ilimitada e as reformas previdenciária e trabalhista
 
Os fazendários cearenses deram mais uma demonstração de união e disposição de luta ao paralisarem 100% dos postos fiscais e células de execução tributária da capital e do interior do Estado, além de 80% das unidades localizadas nas quatro sedes da Secretaria da Fazenda. Em solidariedade a toda a classe trabalhadora, os servidores aderiram à greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 28 de abril contra a terceirização ilimitada e as reformas previdenciária e trabalhista.
 
Em Fortaleza, o Sintaf realizou manifestações nas sedes I, III e IV durante toda a manhã. De lá, os fazendários seguiram para a Praça do Ferreira, unindo-se aos milhares de manifestantes que chegavam em caminhada da Praça da Bandeira. Em Juazeiro do Norte, os servidores fecharam as unidades e participaram de ato na Praça Giradouro.
 
“Estamos aqui para dizer que essa luta é de todos. Dá para questionar uma luta que é em defesa de todos os trabalhadores? Querem arrancar o nosso direito à aposentadoria, os nossos direitos trabalhistas”, criticou a diretora do Sintaf, Ana Maria.
 
A diretora reforçou que os fazendários são uma categoria aguerrida, que sempre lutou por seus direitos. “Tudo o que nós conseguimos foi com muita luta. Nós somos um exemplo de que lutar vale a pena”, disse Ana Maria, referindo-se à mais recente conquista da categoria: a regulamentação do teto remuneratório.
 
Para o diretor de Organização do Sintaf, Lúcio Maia, os servidores públicos não estão imunes à reforma trabalhista, já que muitos de seus direitos tiveram origem na CLT. “As reformas da Previdência e Trabalhista atingem a todos nós. Temos a obrigação de paralisar. Essas reformas não podem passar, pois a sua lógica é a redução do Estado. O governo quer retirar direitos dos trabalhadores para que sobre mais dinheiro para o pagamento de juros e amortização da dívida pública”, denunciou.
 
Ocupa Brasília
 
Após reunião conjunta no dia 4 de maio, as Centrais Sindicais anunciaram uma nova iniciativa de pressão contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. As entidades divulgaram o “Ocupa Brasília”, que acontecerá entre os dias 15 e 24 de maio.
 
Durante o encontro, realizado na sede nacional da CUT, os dirigentes sindicais fizeram um balanço positivo da Greve Geral do dia 28 de abril. “Nós trouxemos o Brasil inteiro para a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora. O movimento sindical brasileiro é absolutamente vitorioso na história das conquistas da classe trabalhadora e nós vamos continuar defendendo os trabalhadores. Por isso exigimos a retirada das reformas”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Central.
 
Última atualização: 24/05/2017 às 13:43:09
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